Vocês não sabem. Eu acabei de escrever um texto lindo, brilhante sobre o referendo do desarmamento para coloca-lo no blog mas por algum motivo ele não entrou. Todos vocês diriam "Nossa como esse menino é inteligente. Que texto fantástico" mas não dirão pois eu perdi o texto eo que eu vou escrever a gora com certeza não será tão brilhante quanto aquele, afinal eu não posso escrever dois textos brilhantes no mesmo quarto de hora.
Esse texto continha argumentos para que vocês votassem não ao referendo sobre a proibição ou não do comércio legal de armas (por que agente não vota sobre o comércio ilegal). O primeiro argumento que eu havia dado, que eu considerei o mais forte, foi baseado nos deputados. Como o Fábio falou o referendo serve para a população ratificar ou não uma decisão tomada pelos deputados, que nesse caso foi a favor da proibição, portanto agente devia votar contra só pelo fato de eles terem votado a favor.
Antes que alguém me pergunte, o que o Fábio na verdade já o fez, eu não faço parte daqueles que compram armas para atirar nos bandidos que cruzarem sua frente. Eu não tenho nenhuma vontade de atirar em bandidos quer eles sejam assaltantes, assassinos, estupradores ou traficantes. Como todos nós sabemos existem antecedentes das vidas de cada um deles que fazem que eles ajam assim então eu não os considero merecedores do meu ódio (diferentemente do Fofo, hahahahhah).Em vez de culpar as armas pelos crimes que acontecem deveríamos combater a verdadeira raiz do problema que torna essas pessoas criminosas. O que estão fazendo, comparando, seria como se o governo dos EUA após os atentados de 11 de setembro proibisse a utilização de aviões como transporte, transformando a permissão de vôo como monopólio estatal, já que eles foram usados como armas nos atentados. Culpariam-se os aviões em vez de se culpar as ações do governos dos EUA e dos autores dos atentados, seja lá quem eles tenham sido. Culpam-se as armas e os aviões em ves de culpar-se o sistema que torna as pessoas mal-utilizadoras deles (ou bem, dependendo do ponto de vista).
A proibição do comércio de armas não irá atingir o principal objetivo da maioria das pessoas que irão votar a favor que é a diminuição dos assassinatos. Como todos sabem existe um vasto contrabando de armas no território brasileiro e não seria essa proibição que não iria permitir quem acha necessário possuir uma arma de tê-la.
Esses são motivos para se considerar a proibição do comércio como ineficaz mas não para justificar a sua existência. Eu justifico a necessidade do comécio, incrivelmente, com o mesmo argumento que a revista Veja (amada pelo Fofinho). O desarmamento da população é indispensável para a sobrevivência de um regime totalitário. Os regimes totalitários são impostos pela força, portanto eles precisam ter o monopólio das armas para poderem agir livremente. Afinal uma população armada é um exército rebelde em potencial.
Por último eu gostaria de lembrar que a falta de armas em pode da população foi um dos fatores que impossibilitou a resistência ao golpe de 64. Exixtiam muitas pessoas inconformadas com o golpe, dispostas a defender até com a própria vida pelas idéias de Jango que não resistiram devido a falta de armas, além é claro, da falta de um líder que defendia a resistência armada ao golpe. Mas não se preocupem afinal não estamos próximos de presenciarmos mais um Golpe de Estado, não é mesmo? Os golpes de Estado é passado, na época da Guerra Fria quando eles eram necessário, e as pessoas ainda não tinham consciência e deixavam se levar por políticos populistas comunistas que só pretendiam aproveitarem-se da população, não é mesmo?
Escrito por Marcelo "MALA" às 16h50
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Diante da falta de sensatez da minha companheira do curso de Jornalismo na ECA ao chamar a frase "Se existisse liberdade de expressão não existiria o jornalismo" profrerida por mim, de inocente, decidi explicá-la para quem sabe melhorar o nível de reflexão dos meus colegas de sala cuja falta foi a minha maior decepção ao que eu esperava encontrar na USP.
Não haveria jornalismo no caso de haver liberdade de expressão simplesmente devido ao fato de o jornalista ser um intermediário. Ele é uma ponte entre a fonte, a pessoa portadora da notícia, e o público, pessoa a que se destina a notícia. Obviamente, no caso de haver liberdade de expressão, sendo que qualquer pessoa possa escrever qualquer coisa no meio de comunicação que desejar obtendo público para suas notícias, o intermediário deixará de ser necessário, portanto o jornalista deixará de existir. Não é uma coisa tão complicada. Na verdade é extremamente simples, liberdade de expressão e jornalismo não combinam. O jornalismo só existe porque as pessoas necessitam de intermediários para informar as pessoas do que sabem.
Não tem nada de uma fala inocente.
Escrito por Marcelo "MALA" às 15h41
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jornot!!!!
como não estou indo a noite me coloco à disposição para tirar fotos!!!!!!!
bjos,
julia
Escrito por Julia às 16h36
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MINHA PROPOSTA
Não, não é a transubjetividade.
Acho que deveríamos aproveitar este recente interlúdio pacífico para discutirmos o tal do movimento estudantil (mas pelo amor de deus, não no grupo de linguagem nem no njsr!). Agora que ninguém precisa tomar decisão nenhuma em caráter emergencial, mas todo mundo tem a certeza de que logo nos depararemos novamente com a famigerada greve, é uma boa hora para pensarmos sobre tudo isso.
O que eu penso sobre a greve? Acho que greve de estudantes do ensino público é uma das estratégias mais burras para se reivindicar qualquer coisa do Governo. Primeiro porque os alvos das reivindicações não são afetados. Se o Governo neoliberal se importasse com a qualidade do ensino ou se estamos estudando ou não, não se esforçaria tanto em transformar em sucata a escola pública. Depois, porque o objeto que nós queremos preservar, ou seja, a qualidade do ensino público, só se enfraquece mais ainda quando nós ficamos meses longe da sala de aula – é nela que qualquer movimento estudantil deve ter suas raízes. Os prejudicados com a maioria dessas greves são quem não tem nada a ver com a história: os alunos, os professores e as pessoas que utilizam os serviços prestados pela Universidade.
Então a gente se fode de qualquer jeito? Se não paramos não conseguimos nada; se paramos temos uma grande chance de também não conseguirmos nada, levarmos borrachada de gambé, repormos aula em janeiro, nos estressarmos e brigarmos feio entre nós mesmos? Embora haja aí uma certa verdade, pensar assim é algo bem ultrapassado…
Fazer barulho resolve. Agora, devemos repensar as formas das quais nos utilizamos para fazer barulho – porque, na balança, a relação custo-benefício do jeito que está, não nos é nada favorável.
Na primeira votação eu fui a favor, e o único argumento que me levou a votar assim foi ver que bastante gente da nossa sala que já estava engajada iria se prejudicar se não parássemos. Afinal, a causa é comum, por mais que eu não acredite nos meios. Mas neste mês, vendo o desenrolar das coisas, passei a pender mais pro outro lado: os meios, quando nos prejudicam mais do que trazem resultados, não se justificam, mesmo se a causa for comum! Além do mais, não imaginava quanto autoritarismo ia brotar de tudo isso… Meus amigos anarquistas tinham raiva de comuna e eu nunca tinha entendido por quê.
O movimento estudantil que estamos ensaiando parte de uma mentalidade ultrapassada de movimento de massa, de que todos têm que pensar e agir igual. Mas a única coisa que nós temos que ter em comum é querer a qualidade do nosso ensino. E cada um tem um jeito de lutar por isso: pra uns, protestando, pra outros, estudando, pra outros ainda, fazendo os dois. Quando resolvemos nos envolver com alguma coisa devemos pensar se o ônus que ela vai nos causar vale a pena ou não, e não esperar que o mundo pare pra esperar que nós toquemos nosso projeto. A minha decisão deve afetar a mim, e não ao outro (por mais que seja utópico, esse é um bom objetivo a se perseguir). Porra, a gente fala tanto em liberdade!
As pessoas têm o direito de não participar! Ou alguém acha que democracia imposta ainda é democracia? Tomemos muito cuidado com esse discurso de que “aluno da USP tem mais responsabilidade que qualquer outro”. Isso é balela de quem quer privatizar o ensino! É pra gente se sentir na obrigação de perder o tempo que deveríamos dedicar à nossa verdadeira responsabilidade, que é pensar, brigando por cosas que o Estado teria obrigação de nos dar (senão, pra que Estado?). Acreditando nisso a gente se convence de que nos fazem um favor porque estão pagando nosso ensino com impostos públicos, blá-blá-blá blá-blá-blá blá-blá-blá. Como se ao entrarmos na USP a gente não pagasse mais imposto. Como se, se não tivéssemos entrado, esse dinheiro iria deixar de ser gasto nessa finalidade (por mais que o Alkimin esteja trabalhando pra que isso aconteça de qualquer jeito). Como se na USP não tivesse também gente que estudou em escola pública a vida toda e ralou pra cacete pra entrar aqui, tanto pela qualidade do ensino quanto por não poder pagar outra facul. Como se nós fôssemos errados em estudarmos aqui, egoístas malvados tirando as vagas dos outros.
Escrito por Miss Azambuja às 15h12
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continuando...
Não nos esqueçamos que quem não entende o mundo em que vive, nunca vai poder mudá-lo. Por que não nos preocupamos mais em fazer as pontes da filosofia, da história, da sociologia, da ética, da economia e etc com nossas atitudes políticas, ao invés de repetirmos um discurso que já não funcionava na era dos nossos pais? O muro de Berlin já caiu, vamos parar de pensar de maneira bipolarizada. Tá certo, para a nossa geração entender o mundo é muito mais difícil do que para qualquer outra, seja pela velocidade das mudanças, seja pela complexidade enorme dos seus sistemas ou rede ou instâncias ou estruturas, whatever. Mas não quero crer que tenhamos preguiça de pensar. Não quero crer que adotemos as fórmulas e as respostas que já estão prontas só porque é mais fácil. Detesto concordar com a Veja, revista ultra-reacionária, mas numa matéria sobre os jovens foi dito lá que nós nunca fomos tão conservadores. E como isso é verdade!
O capitalismo é como uma bactéria que se modifica de acordo com o efeito dos antibióticos. Estamos há trinta anos aplicando o mesmo antibiótico – já virou suco de uva para ele. Greve na Universidade Pública? Ah, de novo... Ninguém mais liga. Perdeu o efeito.
Ouvi muita gente dizer assim: é, as pessoas discordam da greve mas ninguém propõe nada de novo. Então pensem com carinho no que estou propondo (e não sou só eu que penso assim). Desencanemos de greve, de passeata com 15.800 pessoas, de panfletagem e propaganda. Vamos parar de nos preocuparmos com o que nossos colegas não estão fazendo e nos aplicarmos em pensar o que NÓS queremos e, ou, podemos fazer, INDIVIDUALMENTE, partindo do princípio de que estamos sozinhos, sem tentar forçar dos outros nada. Todo movimento nasce, cresce e morre; aceitemos isso, o movimento de massa morreu. Se ele ressurgir, que seja de maneira espontânea, não por coerção social stalinista. Quando as pessoas realmente se importam, elas agem: por exemplo, quando rolou aquela palhaçada com o Fábio e a Aline e os PMs na Alesp, quase o jornot todo deu as caras na rua pra protestar. Foi espontâneo, quem tava lá se importava em estar lá, de verdade.
O Léo, esta sexta, disse bem: imagine, ao invés de 2 mil gritando na Paulista, três atirando granadas na Alesp (metaforizando, por favor!!!). É isso. Antes um grupo coeso de dez pessoas que um movimento enorme onde ninguém se entende, no qual as discussões são variações sobre o mesmo tema, reproduções de chavões desgastados, sem nada nada nada de original, sem nenhuma conclusão realmente nossa. Eu acredito em guerrilha lúdica, terrorismo poético. Cacete, a gente está na Escola de Comunicação e Arte, mas não estamos nem nos comunicando nem fazendo arte! Se alguém tiver a fim de conversar mais sobre isso, vou achar muito legal. Se não, não vou mandar ninguém tomar no cu por isso. Entendo que, assim como eu, a maioria das pessoas não vai perder tempo se envolvendo em algo que não acredita - e pensem bem, é melhor assim. Afinal das contas, é só minha opinião...
Escrito por Miss Azambuja às 15h11
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